Avaliação

AVALIAÇÃO

Num romance de Umberto Eco pode ler-se: “Os perdedores, como os autodidatas, têm sempre conhecimentos mais vastos do que os vencedores”.

Polémica mas uma afirmação que nos deveria levar a refletir numa época de avaliações em contexto escolar.
Avaliação que é avaliação terá de ser isenta, rigorosa, imparcial e, acima de tudo, honesta.
Não se pode praticar uma avaliação que resulta de graus diferentes de acesso ao conhecimento por parte dos alunos e não do que a própria escola produz na sua relação com os mesmos. À escola compete avaliar o crescimento do aluno e o seu percurso enquanto formação atribuída à própria instituição escolar e não a partir de níveis socioculturais diferenciados, explicações e outros mecanismos e níveis de acesso ao conhecimento.
Um dos princípios básicos de uma verdadeira avaliação é o rigor. Rigor científico, rigor moral, ético e filosófico. Rigor no cumprimento de normas e procedimentos, rigor na igualdade de tratamento mas também rigor nos seus princípios básicos.
A imparcialidade faz com que o aluno se reconheça nos resultados de uma avaliação. Perante os mecanismos da avaliação, proposta a um aluno, este tem de saber que terá exatamente as mesmas oportunidades que outro seu colega, que vê o seu empenho e dedicação valorizados, que o seu esforço terá correspondência, que o professor terá a capacidade e a formação ética e moral de reconhecer esse esforço e resultados.
Assim teremos uma avaliação honesta, séria e credível e, se for externa, será, porque estaremos seguros na sua aplicação.
Agostinho Arranca©
13-06-2016

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